Saudade no Cais Vazio
Mariana do Tejo
Fado
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Esta fado lisboeta cativa com vocais expressivas de fadista, cheias de saudade profunda por amor perdido e miséria nas ruas poeirentas. A guitarra portuguesa traça melodias melancólicas intrincadas, enquanto o strumming acústico da viola da fado cria um ritmo rubato íntimo e emotivo. Produzida com reverb mínimo para sensação de sala ao vivo, evoca o lamento do mar e o destino cruel de Lisboa.
Lyrics
Ai, que saudade me invade o peito, Ó destino cruel, leva-me o alento...
Nas ruas poeirentas da miséria funda, Perdi-te num sopro de vento salgado, O mar lambe as pedras com lamento fundo, E eu, pobre alma, fico a chorar sozinha. Teu beijo fugiu como onda ao areal, Deixou-me o coração em farrapos velhos, A fome aperta, o frio me consome, Mas nada dói tanto como esta ausência tua. Ai, amor traidor, por que me abandonaste? Na sombra da sorte, só resta o pranto...
Volto ao cais vazio onde nos jurámos, As ondas sussurram promessas quebradas, A vida é um fado de dor sem fim, Pobreza que rói, saudade que mata. Teu riso ecoa no meu sonho partido, Mas acordo na lama, sem pão nem esperança, O sal do mar mistura-se às minhas lágrimas, E o peito rebenta em gemido sem voz. Ó fado maldito, leva-me contigo, Que sem ti, este mundo é só sofrimento...
Ai, saudade... ai, que saudade... Leva-me o mar, ó destino sem dó... Ai... ai...
Saudade no Cais Vazio
Mariana do Tejo
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