Fado da Sina Negra
Helena do Vento Gemente
Fado
About
Uma fadista entrega vocais expressivas e cheias de alma, entrelaçadas com as melodias melancólicas da guitarra portuguesa. O dedilhado acústico da viola da fado e o ritmo strumming criam uma atmosfera íntima e crua, evocando a profunda saudade de amores perdidos no mar e a crueldade do destino. A produção acústica minimalista destaca a emoção raw, com rubato que intensifica o lamento português tradicional.
Lyrics
Ai, que saudade que me dói no peito, Um fado ruim que o destino me teceu.
Lá vai o amor que o mar levou nas ondas, Deixou-me pobre, só com mãos vazias. Nas noites frias, o vento geme baixo, Recordo o teu olhar, que era luz na vida. O fado veio cedo, sem piedade, Roubou-te de mim, num adeus sem volta. Pão que falta à mesa, lágrimas no copo, E o coração partido, em silêncio grita. Ó sorte cruel, porquê me abandonaste? Na lama da rua, procuro teu perfume. A sina má que racha a alma inteira, Fico aqui só, com o peso da ausência.
O mar sussurra nomes que não volto a ouvir, Pobre de mim, que vivo de lembranças. Fado que aperta, como faca no ventre, Amor perdido no temporal da vida. Nas sombras da miséria, danço sozinho, Com saudades que queimam como brasa. Destino traidor, que ri da minha dor, Levaste a flor que era o meu alento. Ai, que vazio, que fome de ternura, Ruas de angústia, onde o eco me chama. Morre devagar este peito ferido, Pela saudade que não tem consolo. Ó mar revolto, leva esta mágoa, Mas fica o fado, eterno companheiro.
Ai, saudade... ai, fado... Leva-me tu também, ó sina negra... Ai... ai...
Fado da Sina Negra
Helena do Vento Gemente
Preview