No Mar Revolto da Vida
Vicente do Mar Perdido
Fado
About
Esta fado lisboeta cativa com vocais expressivos de um fadista carregados de saudade profunda, sobre melodia melancólica e rubato que evoca o destino cruel e amores perdidos no mar revolto da vida. A guitarra portuguesa traça linhas intrincadas e emotivas, enquanto o strumming acústico da viola da fado cria um ritmo íntimo e pulsante, num ambiente acústico cru com leve reverb de sala ao vivo. A produção tradicional de Coimbra-Lisboa transmite o lamento nostálgico da pobreza e da dor sem fim, perfeito para noites de reflexão emocional.
Lyrics
Ai, que saudade me aperta o peito, Ó fado cruel, leva-me devagar.
Perdi-te no mar revolto da vida, Pobre e nu, o destino nos partiu. Teus olhos negros, como noites sem fim, Ficaram longe, no fundo do meu pranto. A miséria veio, fria como o vento, Roubou-te de mim, sem dó nem piedade. Agora canto sozinho esta dor sem fim, Saudade que rói, que não me deixa em paz.
Noites de lamento, o coração sangra, Fado me chama, ecoa no meu ser. Eras luz na sombra da minha penúria, Hoje só resta o vazio e o sofrer. O mar leva ecos do teu nome ao longe, Pobre alma errante, procura-te em vão. Ai, amor perdido, volta pra este peito, Que sem ti definha no meu fado amargo.
Ai, saudade... ai, fado... Leva-me contigo, meu bem... Ó dor sem fim...
No Mar Revolto da Vida
Vicente do Mar Perdido
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