Fado Negro da Saudade
Teresa das Mãos Vazias
Fado
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Este fado lisboeta captura a essência da saudade com vocais expressivos e passionais do fadista, entrelaçados pela melodia melancólica da guitarra portuguesa e o strumming acústico ritmado da viola da fado. A produção íntima e acústica evoca as ruas frias de Lisboa, com rubato emocional e um solo de guitarra que intensifica a dor do amor perdido no mar. O ambiente raw e minimalista transporta o ouvinte para uma casa de fados tradicional, cheia de nostalgia e sofrimento profundo.
Lyrics
Ai, saudade que me aperta o peito Fado negro que não me deixa em paz Ó amor que o mar levou pra longe
Nas ruas frias da memória velha Onde o vento leva o riso que era teu Eu caminho só, com mãos vazias Pobre alma que o destino amaldiçoou Teus olhos negros, como noites sem luar Ficaram gravados no meu sofrer Eu grito ao céu, mas ele não responde Só o eco da dor que não quer parar Ai, meu bem, por que partiste assim? Deixando-me na lama da solidão Com o pão que falta e o sonho que morreu Neste fado que me arrasta pro fim
O mar sussurra segredos de traição Ondas que levam promessas sem voltar Eu vejo teu vulto na névoa do areal Mas é ilusão, fantasma do que foi Pobreza que rói como fome no osso Noites em claro, com lágrimas de sal O amor que era luz virou cinza escura E o coração, pedaço a pedaço, ralou Ai, que sina cruel, que laço apertado Fado que canta baixo no meu ouvido Perdi-te no temporal da vida dura E agora vivo só do que restou de ti Ó dor sem cura, que me faz tremer Neste vazio onde o tempo não perdoa
Ai, saudade... ai, meu fado... Leva-me tu também pro fundo do mar Ai, amor perdido... eterna canção... Fado meu, que nunca mais acabará
Fado Negro da Saudade
Teresa das Mãos Vazias
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