Ai, Meu Fado Cruel
Luzia das Sombras
Fado
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Uma fadista com vocais expressivos e cheios de emoção canta sobre saudade profunda, amor perdido e miséria, acompanhada pela guitarra portuguesa intricada e strumming acústico da viola da fado. A melodia melancólica com rubato evoca o fado lisboeta tradicional, num ambiente íntimo e cru como uma casa de fados. Produção acústica com reverb mínimo cria sensação de presença viva e dor autêntica.
Lyrics
Ai, meu fado, que dor tão funda, Saudade que rói como o sal do mar, Perdido no breu da alma nua, Choro o amor que o destino levou.
Nas noites de fome e de frio cortante, Onde a miséria veste o meu corpo magro, Lembro-te nos olhos da lua calada, Teu riso que foge como rio sem dono. O mar leva ecos do teu nome ao vento, E eu fico aqui, pobre e só no meu canto, Fado cruel que te roubou de mim, Deixando só cinzas no peito dorido. Ai, amor, por que o céu foi tão surdo? Por que a sorte me negou teu abraço?
A vida é um fardo de sombras pesadas, Pobreza que aperta como rede no peito, Sonhos partidos em cacos de vidro, E a morte sussurra no fim do caminho. Tu partiste num barco de névoa distante, Deixando saudade que nunca se apaga, Nas noites sem fim, eu canto a dor tua, Fado que chora o que o tempo levou. Ai, destino traidor, por que me enganas? Por que me deixas na lama do chão? O mar guarda segredos do nosso adeus, E eu bebo o veneno da falta que mata.
Ai, saudade eterna, queima devagar, Meu amor perdido no eco do nada, Fado que acaba, mas dói pra sempre, Adeus, meu bem, no silêncio do mar.
Ai, Meu Fado Cruel
Luzia das Sombras
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