Saudade, Velha Companheira
Lúcio do Breu
MPB
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Esta faixa de MPB mergulha em harmonias sofisticadas com violão acústico dedilhado, percussão sincopada de pandeiro e surdo, vocais suaves e frases melódicas poéticas, tudo envolto em reverb sutil para um clima íntimo. Os ritmos brasileiros pulsantes e a melodia rica evocam a saudade profunda, misturando elementos de samba e bossa nova em uma produção acústica quente e emocional. Ideal para momentos de introspecção sob o céu estrelado de uma noite carioca.
Lyrics
No breu da noite, um sussurro vem Ecoa o vento, leva teu nome sem fim Saudade que corta, como faca no peito Eu fecho os olhos, e você tá presente
Lembro das ruas onde a gente andava Mão na mão, rindo da chuva fina Teu cheiro de jasmim no ar da madrugada E agora só resta o vazio que me consome Café amargo na xícara fria Olho pro céu, estrelas indiferentes Te procuro em cada sombra da cidade Mas o tempo leva tudo, menos a dor
Ô saudade, minha velha companheira Vem me abraçar com teus braços de espinho Coração partido, sangrando devagar Por um amor que partiu sem se despedir Ô saudade, não me deixa sozinho Fica aqui, me contando histórias de nós No silêncio da alma, eu te chamo de novo Saudade eterna, meu único amor
Nas noites de samba, eu dançava contigo Teu corpo colado, suor e paixão Agora as cordas do violão choram baixinho E eu bebo cachaça pra esquecer a ilusão Pássaros voam livres no céu de manhã Eu fico preso nesse laço de lembrança Teu riso ecoa nas paredes vazias E o peito aperta, num nó que não desata
E se o destino nos trouxesse de volta? Será que o fogo ainda acende no olhar? Ou só cinzas restam dessa chama louca? Pergunto pro espelho, mas ele não quer falar Introspecção me leva pro fundo do eu Onde as feridas se abrem sem dó Melancolia que dança devagar No ritmo do coração que não quer parar
Ô saudade, minha velha companheira Vem me abraçar com teus braços de espinho Coração partido, sangrando devagar Por um amor que partiu sem se despedir Ô saudade, não me deixa sozinho Fica aqui, me contando histórias de nós No silêncio da alma, eu te chamo de novo Saudade eterna, meu único amor
Saudade... saudade... Ecoa no vento, leva meu pranto Saudade... eternamente... No peito um vazio, mas vivo no canto Saudade... adeus... ou até breve...
Saudade, Velha Companheira
Lúcio do Breu
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