Santo da Porteiras
Zé Caboclo & Rosinha do Sertão
Sertanejo
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Essa balada sertaneja cativa com melodias melancólicas de sanfona e violino, entrelaçadas a dedilhados acústicos de viola caipira e guitarra, evocando as raízes rurais do interior brasileiro. Harmonias de dueto em português narram a história de um peão solitário, ansiando pelo retorno do amor perdido na cidade, com produção polida que mescla tradição folk e toques pop sutis. A atmosfera nostálgica e emotiva, com vocais cheios de saudade, transporta o ouvinte para o terreiro da roça sob o luar.
Lyrics
Ô saudade que aperta o peito Na calmaria da roça quieta
Acordei com o sol nascendo no terreiro O café coado na hora do galo cantar Mas teu cheiro ainda tá no lençol do quarto E o vento leva pro mato teu jeito de amar A enxada na mão, mas a mente distante Penso em ti na cidade, luzes e asfalto frio Aqui o rio corre manso, esperando tua volta Mas o tempo só traz mais essa dor sem fim
Todo dia eu rezo pro santo da porteira Pra te trazer de novo pro meu colo
Ai, meu amor, volta pra mim, minha vida Que sem ti essa roça vira solidão Teu riso na festa, dançando forró no terreiro É o que me faz viver, é meu coração Volta, meu bem, que o luar tá chamando A viola chora tua falta no ar Sem teu beijo, eu sou só um caboclo perdido Vem curar essa saudade que não quer parar
Lembrei da última vez na beira do riacho Tu de vestido florido, cabelo ao vento solto Promessa de casar quando a lua enchesse Mas o sonho da cidade te levou pro além Agora as vacas mugem sozinhas no pasto E eu bebo cachaça pra esquecer teu olhar A porteira range vazia toda madrugada Esperando teu passo que não vem mais
Todo dia eu rezo pro santo da porteira Pra te trazer de novo pro meu colo
Ai, meu amor, volta pra mim, minha vida Que sem ti essa roça vira solidão Teu riso na festa, dançando forró no terreiro É o que me faz viver, é meu coração Volta, meu bem, que o luar tá chamando A viola chora tua falta no ar Sem teu beijo, eu sou só um caboclo perdido Vem curar essa saudade que não quer parar
Quem diria que o amor da roça ia se perder No barulho da rua, no flash das luzes Eu trocaria tudo por um dia contigo Pelado no banho de rio, rindo do nada Mas o orgulho é teimoso, e a dor é maior Vem, minha rainha, que o rei tá sofrendo
Ai, meu amor, volta pra mim, minha vida Que sem ti essa roça vira solidão Teu riso na festa, dançando forró no terreiro É o que me faz viver, é meu coração Volta, meu bem, que o luar tá chamando A viola chora tua falta no ar Sem teu beijo, eu sou só um caboclo perdido Vem curar essa saudade que não quer parar Vem curar, vem curar, minha eterna paixão
Ô saudade que aperta o peito Na calmaria da roça... quieta Volta pra mim... volta...
Santo da Porteiras
Zé Caboclo & Rosinha do Sertão
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