Bebo Solidão
Clara do Luar
MPB
About
Balada MPB íntima com violão acústico dedilhado, percussão sincopada suave de pandeiro e surdo, e vocais masculinos suaves cheios de melodia emotiva e phrasing poético. Harmonias sofisticadas e reverb sutil criam uma atmosfera melancólica e envolvente, evocando ritmos brasileiros com profundidade emocional. A produção acústica destaca a riqueza melódica e o groove sincopado, perfeita para noites de reflexão.
Lyrics
No silêncio da noite que cai devagar Um eco de risos que o vento levou Teu perfume ainda paira no ar Saudade que aperta, que não tem fim
Lembro das tardes quentes de abraço apertado Teus olhos de mar, que me faziam sonhar Hoje o quarto vazio, o copo na mão Bebo solidão pra esquecer teu olhar Coração descompassado, batendo no escuro Palavras não ditas, que o tempo levou Fico aqui remoendo o que foi nosso tanto Um amor que escapou como fumaça no rolo
Ô saudade, vem me abraçar devagarinho Me leva pra onde a gente se perdeu No peito esse fogo que queima baixinho Sem ti, meu amor, eu não sou ninguém Ô saudade, doce veneno que corre nas veias Me faz te querer mesmo estando tão longe Vem, me embala no teu colo de dor Que eu vivo por isso, por ti, pra sempre
Pelas ruas vazias, eu sigo cambaleando Sombras dançando na luz do luar Teu riso ecoa no fundo da alma Um laço invisível que não vai romper Noites de chuva fina molhando a janela Penso no teu toque que acalmava o furor Agora é só peito apertado e suspiro Esperando o amanhã que talvez não venha
E se o tempo parasse nesse instante eterno? Se eu pudesse voltar pro teu colo de paz Mas a vida é rio que corre sem freio Levando pedaços do que a gente plantou No espelho eu vejo um estranho sofrendo Perguntando pro nada onde foi que errei Mas no fundo eu sei, é amor que não morre Saudade é o nome que a gente deu pra isso
Ô saudade, vem me abraçar devagarinho Me leva pra onde a gente se perdeu No peito esse fogo que queima baixinho Sem ti, meu amor, eu não sou ninguém Ô saudade, doce veneno que corre nas veias Me faz te querer mesmo estando tão longe Vem, me embala no teu colo de dor Que eu vivo por isso, por ti, pra sempre
No silêncio da noite que vai se desfazendo Teu nome sussurro pro vento levar Saudade que fica, que aquece e que dói Meu amor eterno, pra sempre a vagar
Bebo Solidão
Clara do Luar
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