Alma em Farrapos
Beatriz do Fado Solitário
Fado
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Uma fadista com vocais expressivos e vibrato emocional canta uma melodia melancólica ao som da guitarra portuguesa e do dedilhar acústico da viola da fado, evocando a profunda saudade de um amor perdido. A produção íntima e acústica cria uma atmosfera de quarto ao vivo, com reverb mínimo que realça a crueza da emoção e o strumming rítmico subtil. O fado lisboeta tradicional transporta o ouvinte para as ruas frias de Lisboa, onde o destino cruel esmaga o coração em pranto.
Lyrics
Ai, que saudade que me invade o peito, Noite escura, alma em pranto sozinha.
Partiste tu, sem volta, no destino cruel, Deixaste-me na penúria, com o coração em farrapos. Nas ruas frias, o vento leva o teu nome, E eu, fadada, choro o amor que o fado roubou.
Saudade, ó saudade, ferro que me aperta, Perdido amor, por que me traíste assim? Noite sem fim, destino que me esmaga, Ai, meu fado, leva-me contigo já.
Pobre de mim, nas sombras da miséria, Sonho contigo, mas o amanhecer é dor. O mar leva as memórias do teu riso, E fica só o vazio, o lamento sem fim.
Saudade, ó saudade, ferro que me aperta, Perdido amor, por que me traíste assim? Noite sem fim, destino que me esmaga, Ai, meu fado, leva-me contigo já.
Ai, que saudade... leva-me, ó fado... Sozinha... para sempre...
Alma em Farrapos
Beatriz do Fado Solitário
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