Fado Cruel que o Destino Teceu
Beatriz da Mouraria
Fado
About
Esta fado emocionante destaca vocais expressivas da fadista com vibrato profundo, acompanhadas pela guitarra portuguesa em melodias melancólicas e dedilhado acústico da viola da fado. O ritmo íntimo e strumming suave evocam a saudade lisboeta, criando uma atmosfera de perda e nostalgia irresistível. Produzida com reverb mínimo para sensação de sala de fado ao vivo, capta a essência tradicional do género.
Lyrics
Ai, que saudade que me dói no peito, Um fado cruel que o destino teceu.
Lembras-te da noite em que nos jurámos? Olhos nos olhos, promessas de eternidade. Mas a vida, essa senhora sem piedade, Levou-te de mim num sopro de vento frio. Ó amor meu, onde andas agora? No fundo do mar ou no céu esquecido?
Saudade, saudade, que me rasgas a alma, Como faca afiada no coração dorido. Volta, meu bem, que sem ti me consumo, Neste vazio que o fado me impôs.
A miséria bateu à porta sem aviso, Roubou-te as asas, prendeu-te em correntes. Eu fico aqui, com as mãos vazias, A chorar rios que ninguém vê. Destino traidor, porquê nos separaste? Num abraço final, selámos o adeus.
Saudade, saudade, que me rasgas a alma, Como faca afiada no coração dorido. Volta, meu bem, que sem ti me consumo, Neste vazio que o fado me impôs.
Ai, que saudade... que me leva devagar... Fado meu, fado... até ao fim.
Fado Cruel que o Destino Teceu
Beatriz da Mouraria
Preview