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Duration2:26

Ó Saudade que me Comes Viva

Luzia do Breu Eterno

Fado

About

Esta fado lisboeta cativa com vocais expressivas da fadista, carregadas de vibrato emocional, sobre melodia melancólica tocada na guitarra portuguesa e viola da fado. O estrumming acústico ritmado cria uma intimidade crua, evocando a saudade profunda de um amor perdido ao mar da vida. Produzida com reverb mínimo para sensação de sala ao vivo, intensifica a dor nostálgica e o fado inescapável.

Lyrics

intro

Ai, que saudade me invade o peito, fado cruel que me leva o alento.

verse

Numa noite de luar sem fim, partiste tu, sem volta ou adeus, deixando só o eco do teu sim, e o meu coração em pedaços crus. A sina mandou, não há remédio, pobre de mim, no breu do destino.

refrain

Ó saudade, que me comes viva, dor sem fim, lágrima que não cessa, perdi-te ao mar da vida esquiva, e fico aqui, na sombra da promessa. Ai, meu amor, onde estás agora? No peito guardo esta chama morta.

verse

As noites frias trazem teu cheiro, fantasma teu que me arrasta e fere, na miséria do que foi inteiro, vivo eu só de recordação amarga. O fado ri, tece a rede fina, e eu caio nela, sem força ou via.

refrain

Ó saudade, que me comes viva, dor sem fim, lágrima que não cessa, perdi-te ao mar da vida esquiva, e fico aqui, na sombra da promessa. Ai, meu amor, onde estás agora? No peito guardo esta chama morta.

outro

Ai, que saudade... ai, fado meu... leva-me tu, para onde ele foi...

Ó Saudade que me Comes Viva

Luzia do Breu Eterno

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