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Duration3:42

Ó Saudade que Dói

Luísa do Breu

Fado

About

Esta fado lisboeta cativa com vocais expressivas da fadista, cheias de vibrato emocional que transmitem a dor profunda da saudade. A guitarra portuguesa traça melodias melancólicas intrincadas, enquanto o dedilhar acústico da viola da fado cria um ritmo íntimo e strumming subtil. A produção acústica raw evoca as ruas tortas de Lisboa, com reverb mínimo para um sentir de sala de fado ao vivo.

Lyrics

intro

Ai, que saudade que me invade o peito

verse

Nas ruas tortas da alma vazia Onde o amor fugiu sem dizer adeus Deixo as noites chorarem comigo Pobre de mim, no escuro do breu O destino teceu esta teia cruel Rasgou o sonho que eu guardava em mim Fico aqui, com as mãos cheias de nada A esperar um eco que não vem mais

refrain

Ó saudade, vem devagar e dói Leva-me o fado que me arrasa o ser Perdi-te no vento, no mar do querer Ai, meu amor, onde estás que não vês?

verse

A miséria veste-me de trapos frios E o coração sangra em silêncio rouco Lembro teu riso nas tardes mortas Agora só cinzas no meu pobre ninho O fado ri-se da minha dor funda Atira-me ao abismo sem piedade Fico a vagar por caminhos sem fim Chamando teu nome na noite sem luz

refrain

Ó saudade, vem devagar e dói Leva-me o fado que me arrasa o ser Perdi-te no vento, no mar do querer Ai, meu amor, onde estás que não vês?

outro

Ai, que saudade... que nunca se apaga Fado meu, leva-me devagar...

Ó Saudade que Dói

Luísa do Breu

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