Espinho de Saudade
Manuel das Sombras
Fado
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Vocais expressivos do fadista com vibrato emocional profundo, acompanhados pela guitarra portuguesa intrincada e dedilhado acústico da viola da fado, criam uma melodia melancólica que evoca saudade por amor perdido nas vielas lisboetas. A produção acústica íntima e minimalista, com reverb subtil de sala ao vivo, intensifica o sentimento de nostalgia e agonia do destino cruel. Ritmo lento e strumming rítmico reforçam a essência tradicional do fado de Lisboa.
Lyrics
Ai, que saudade me invade o peito, Ó mar de sombras que me leva o alento.
Nas vielas frias, onde o vento chora, Teus olhos negros me roubaram a alma. Promessas tecidas em noites de fome, Mas o destino cruel nos partiu como rama. Pobre de mim, com as mãos vazias, Carrego o peso de um amor que some.
Saudade, ai saudade, espinho no coração, Vens devagar, mas rasgas sem dó. Perdido no fado da tua ausência, Choro baixinho pelo que se foi.
A miséria aperta, o pão é escasso, E o teu abraço vira eco no escuro. Fado traidor que te levou pra longe, Deixo a alma nua, sem teu conforto puro. Noites sem fim, o peito em agonia, Longe de ti, morro de saudade crua.
Saudade, ai saudade, espinho no coração, Vens devagar, mas rasgas sem dó. Perdido no fado da tua ausência, Choro baixinho pelo que se foi.
Ai, que saudade... leva-me também, Ó fado amargo, fecha este fim.
Espinho de Saudade
Manuel das Sombras
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